05 fev

A comunicação como fator determinante no engajamento do público interno

A comunicação como fator determinante no engajamento do público interno

Os gestores das empresas a cada dia aumentam sua percepção sobre a importância da comunicação para a construção de uma estratégia de sucesso. No passado a área era envolvida somente quando determinado projeto estava desenhado e precisava ser divulgado ou  ainda, quando se detectava algum tropeço pelo simples fato de que não foi definido: O seria comunicado? Para quem? Como? Com quais canais? Em que etapas?

Mas por que não deu certo? Se empresa X conseguiu implantar tão rapidamente? Por quê nossos funcionários não são engajados? O problema deve ser de Recursos Humanos.  Mas, na maioria das vezes, o problema estava no não envolvimento do profissional de comunicação desde o início do projeto. Mas os tempos mudaram, hoje, identificamos gestores mais bem formados, que vêem a comunicação como uma grande aliada e fator determinante de sucesso para os vários desafios que se apresentam a uma empresa conectada com seu tempo.

Quando a comunicação faz parte de um projeto, posso afirmar que ela potencializa os resultados, promove engajamento, encurta distância e se atinge os resultados esperados em muito menos tempo. Lógico que ela traz também desafios, mas isso faz parte da coexistência humana.

Um público interno bem informado emitirá opiniões e fará questionamentos, e por vezes até nos colocará em saias justas, mas uma empresa que acredita que seus colaboradores devam exercer sua plenitude social deve estar preparada para responder a estes anseios.

Muitos desafios têm se apresentando na velocidade da “rede”,  mas bons profissionais de comunicação devem estar preparados para respondê-los. Quando se divide a informação, você convida as pessoas a fazerem parte, a deixarem de ser meras expectadoras e se tornarem atores no projeto ou causa. Uma comunicação dissociada da estratégia abre espaço para falta de credibilidade e ações desconectadas com o propósito do core business da empresa.

O que mais vimos em operações como a “lava Jato”  e em grandes tragédias, como a de Mariana, eram empresas que tinham determinado discurso, mas a prática atuavam guiadas por outros interesses. E isso não se sustenta, quando tudo vem à tona a credibilidade é colocada em cheque e se inicia um difícil e complexo trabalho de resgate de imagem, que nem sempre leva aos resultados esperados.

Foi-se o tempo que  empresa boa era àquela que cumpria com suas obrigações fiscais  e  proporcionava o “o ganha pão’ de seus colaboradores. Hoje se diferencia quem têm  boas práticas, ética, reconhecimento da sociedade,  proporciona aprendizado, respeito, participação e promove a  felicidade profissional. Sei que o caminho parece longo, mas contando com um experiente profissional de comunicação ele, com certeza será menos tortuoso.

Por Márcia Regina Felício

16 jan

Eventos: experiência para influência

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Podemos citar inúmeras ferramentas eficazes de comunicação e relacionamento. Seja nos meios digitais ou convencionais, elas podem levar uma mensagem até os públicos para atingi-los onde estiverem ou, também, reuni-los e comunicar uma mensagem para todos no mesmo momento, em um evento!

Para saber se um evento é a melhor ferramenta para a sua empresa ou negócio é fundamental um bom diagnóstico e planejamento da comunicação, que pode começar pela auditoria de imagem.

Eventos reúnem um determinado público a um interesse, atraem sua atenção para a empresa que o realiza e são pensados e personalizados para transmitir aos participantes a mensagem específica para cada segmento: clientes, colaboradores, imprensa, influenciadores de opinião, governo, etc.

Para traçar a estratégia correta de um evento, é primordial ter clareza das metas e objetivos, quais resultados pretende-se atingir e, ao sair do evento, qual é a mensagem que deve estar clara para quem participou.

Evento é experiência, é imersão em um universo, por isso a necessidade de um bom planejamento e execução que transmitam em seus detalhes o posicionamento e a essência da marca, da empresa ou organização. Do convite ao brinde, passando pelo buffet, o espaço, a decoração, a sonografia, o discurso, tudo no evento deve levar o público à interação com a marca e à mensagem central. A assessoria de relações públicas ao assumir o cuidadoso trabalho de gerenciar um evento é responsável por alinhar a sua imagem com o planejamento estratégico da empresa.

Feito para encantar, quem vive uma boa experiência em um evento é marcado positivamente, e leva sua satisfação para além do momento vivido, influenciando sua rede de relacionamento, ao propagar a mensagem contribui para a consolidação da imagem da organização.

Por Larissa Lourenço

24 ago

Comunicação diferentona: a informação sob novos olhares

Sempre existiram diferentes formas de fazer jornalismo. Hoje em dia, cada vez mais está sendo buscado se aproximar ao máximo do público e comunicar de forma direta e informal. Além dos veículos tradicionais, que já procuram usar um pouco mais da informalidade, existem alguns portais que por essência fogem do tradicionalismo e comunicam de uma forma jamais imaginada anteriormente. Confira o nosso top 4:

Buzzfeed: Um dos grandes responsáveis por popularizar as listas e testes, é mais voltado para o entretenimento e busca comunicar de forma mais despojada.

Hypeness: Utilizando uma linguagem mais jovem e próxima do público de redes sociais, esse portal busca pautas que dificilmente estariam nas páginas da grande mídia. São abordados e discutidos temas considerados tabus e geram um grande impacto no leitor.

Brasil Post:  Braço nacional do gigante “Huff Post”, a versão tupiniquim busca quebrar o padrão de folha de notícias, geralmente com as mesmas pautas dos jornais. O “Brasil Post” se permite ir na contra mão da abordagem tradicional ao dar a mesma informação de uma forma diferente.

Vice: Provavelmente o mais polêmico da nossa lista. A proposta desse veículo é expressar a realidade nua e crua, exatamente como ela é. O Vice aborda assuntos que dificilmente outros portais se propõem. Além das pautas extremamente características do Vice, o modo de expor as informações é próprio. Iniciou como uma revista e hoje é um portal que se popularizou pelas grandes reportagens e documentários, que dispensam a necessidade de alguém pra contar a história, ou seja, um jornalista como ponte. Um exemplo disso é o documentário exclusivo sobre o Estado Islâmico.  Basicamente, a ideia do Vice é essa: Ir onde poucos vão e contar histórias que poucos estão dispostos a ouvir. Confira o trailer da produção:

 

13 jul

Bate-papo: Storytelling como ferramenta no jornalismo

Há pouco tempo se descobriu a força do storytelling, apesar dele existir em nosso convívio desde que nascemos. A contação de histórias ultrapassou o limite do cinema e dos livros infantis e, desde então, essa técnica passou a ser usada como ferramenta de trabalho nas áreas de comunicação. É uma forma apelativa, que utiliza da emoção para persuadir o público alvo e chamar atenção, seja no jornalismo, podendo ser chamado de jornalismo literário, ou na publicidade. Fabiano Ormaneze, professor da faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas desde 2008, na área de narrativa, discurso e semiótica, é o entrevistado para contar mais sobre como o storytelling pode ser trabalhado nessa área. Ormaneze é autor, entre outros, do livro “Do jornalismo literário ao cientifico: biografia, discurso e representação”, da Editora Pontes, Mestrado pelo Laboratório de Assuntos Avançados em Jornalismo (LabJor), da Unicamp, e está Doutorando em Linguística pela mesma instituição.

Fabiano OrmanezeA contação de histórias como forma de ensinar algo sempre existiu. De um tempo para cá, porém, a comunicação – jornalismo, publicidade, marketing – parece ter “descoberto” essa ferramenta. Por que, na sua opinião, o storytelling ganhou tanto corpo nos últimos anos?

O campo das comunicações passa por uma busca de novas identidades e formas narrativas, para dar conta dos desafios contemporâneos. Há um notável crescimento de pesquisas e de bons resultados no mercado de comunicação que comprovam a eficácia do storytelling para divulgar seus produtos. O crescimento desses casos de sucesso, o aumento do número de pessoas que estudam a questão e, sobretudo, o fato de o storytelling estar na nossa história de vida desde a infância, fazem com que a prática se mantenha e ganhe novos adeptos. O storytelling possibilita ainda que você consiga promover uma experiência aliada à informação que está recebendo. Essa experiência diz respeito à identificação com a história, as sensações e sentimentos que ela transmite, a possibilidade de produzir sentidos.

De que maneira contar uma história de forma mais humanizada e próxima é benéfica para o jornalismo?

Uma história humanizada promove identificação nas pessoas que compartilham dos mesmos valores, que estão na mesma formação discursiva. Dessa forma, quem lê/acompanha a história vê-se representado de algum modo nos personagens. Além disso, a história de vida serve para trazer assuntos áridos para mais perto do espectador. Isso facilita, inclusive, a compreensão. Um bom exemplo são assuntos relacionados à economia, que, em geral, parecem distantes da maioria das pessoas, mas conseguem ser próximos se vierem explicitados a partir do impacto no cotidiano.

Nós temos visto que o jornalismo tem se transformado. Na TV, repórteres usam barba, apresentadores exibem tatuagens e abandonaram o tom solene e até mesmo sisudo da notícia. No impresso, o texto ganhou leveza e o lead perdeu força para narizes de cera que colocam o leitor no centro da história. Esse é um caminho sem volta?

Eu discordo que o lead tenha perdido força para o nariz-de-cera, que diz respeito a um jornalismo ultrapassado. O impresso perde espaço no formato tradicional, mas temos os jornais de distribuição gratuita, em diversos países, que conseguem uma boa quantidade de leitores e uma receita publicitária alta. O jornalismo de TV está cada vez mais popular e isso, de modo geral, é uma das razões pelas quais se tem esse tom mais natural, menos formal, mas também, a meu ver, empobrecido em termos de conteúdo. Não podemos dissociar o jornalismo do nível educacional. A diminuição do interesse, a busca por informações mais populares e a redução no número de leitores têm a ver muito com a baixa escolaridade e o nível deficitário de educação que temos no Brasil. Há países europeus, por exemplo, em que jornais impressos tiveram aumento em suas tiragens nos últimos anos, mas eles têm como diferencial um sistema educacional muito eficaz. O jornalismo sempre passará por alterações. O formato que chamamos hoje de clássico, num tom mais formal, também já é uma alteração em relação ao jornalismo que se praticava, por exemplo, no final do século 19. O jornalismo faz parte da história e, como tal, estará sempre sujeito às condições de produção e à ideologia.

O jornalismo, por meio do storytelling, está se tornando mais “participativo” do mundo do que meramente um observador imparcial?

O jornalismo está se transformando em mais participativo por uma série de questões, inclusive, em função das inovações tecnológicas e das plataformas utilizadas, que possibilitam a interatividade. O storytelling é apenas mais um dos recursos que possibilitam a participação, principalmente, porque uma história pode ser o tempo todo complementada com outras informações, que transformam o leitor naquilo que chamamos de prosumidor, um termo que tem origem no inglês “prosumer”, e que define esse leitor que, ao mesmo tempo que consome, produz informações. Isso também pode ser perceptível por meio de compartilhamentos em redes sociais digitais, em narrativas que diariamente cada usuário da web produz sobre si mesmo e sobre os outros. Somos todos contadores de histórias, o tempo todo.

25 abr

Bate-papo: Informação e opinião no ambiente digital

Gostar ou não gostar de uma pessoa, empresa ou serviço está ao alcance de um click. Com o acesso cada vez mais fácil à informação, todos nos tornamos produtores e consumidores de conteúdos, opiniões e visões uns dos outros. Mais do que isso: Passamos a nos importar muito mais com a experiência, com o modo através do qual o outro enxerga para formarmos, nós mesmos, a nossa própria rede de pensamento. Em meio a esse verdadeiro mar de dados, é preciso saber gerenciar todo tipo de informação para potencializar as oportunidades e minimizar os efeitos de detratores. A questão é: Como fazer isso? Esse foi o papo que batemos com Sara Zimmermann, profissional com mais de 10 anos de experiência em Marketing, proprietária da ZiPro e professora de graduação e MBA da ESAMC Campinas. Confere só!

Sara ZimmermannVivemos num momento em que o acesso à informação e sua produção mudaram. Todo mundo tem voz. Por isso mesmo, comentários, positivos e negativos, notícias, falsas e verdadeiras, se espalham com muita facilidade. Com relação às marcas e empresas, como fazer a gestão de todo tipo de informação que chega até elas? 

Hoje, todo mundo tem acesso à informação e à produção de conteúdo. No ambiente digital, a relação entre produtor e receptor muda completamente. O público de uma empresa também pode passar a produzir conteúdo sobre ela – positivo e negativo – e fazer comentários dessa forma. Hoje, no ambiente digital a marca não tem opção a não ser monitorar absolutamente tudo o que está sendo falado sobre ela. Existem ferramentas pagas que monitoram tudo o que está sendo falado sobre determinadas palavras-chave. Elas dão informações sobre a quantidade e sobre o que está sendo falado. É muito importante monitorar as menções e ver no resultado quantas pessoas estão associando palavras positivas ou negativas da marca. Não falamos apenas de curtida, compartilhamento e comentários. O importante é o sentimento positivo ou negativo com relação a esses resultados. Para a empresa se defender, faz parte de um processo de gestão de crise e gerenciamento de marca para estar pronto a responder todo tipo de comentário.

A avaliação de um cliente se tornou moeda de troca para classificar uma empresa como “boa” ou “ruim”. Acontece que nem sempre o consumidor está sendo 100% fiel àquilo que aconteceu ou fala a verdade sobre sua experiência com a marca. De que forma lidar com esses detratores e como se posicionar online para que outros não surjam?

Como o público expressa sua opinião e gosta disso, nós consumidores valorizamos cada vez mais a opinião dos outros. O público final está muito mais propenso a acreditar em comentários de outros consumidores do que propriamente da publicidade da marca. O cliente passou a ter um poder muito maior – de forma honesta ou desonesta. Hoje, as mídias sociais e plataformas digitais dão a opção de avaliar. Não existe o controle sobre o que vai ser falado, então a marca precisa fazer um monitoramento constante e manter contato com promotores e detratores.

Na sua avaliação, as empresas estão entendendo a importância de um relacionamento mais próximo do consumidor? Elas compreendem a necessidade de um profissional qualificado para fazer a gestão da informação online ou ainda resistem com relação a esse assunto?

Sim, as empresas estão entendendo cada vez mais a importância do relacionamento mais próximo com o consumidor. Mas é importante dizer que a maioria delas está descobrindo isso de uma maneira difícil, ou seja, elas estão passando por experiências negativas. Estão encontrando muitos detratores de marca e com isso aprendendo a fazer uma gestão de crise, mesmo que seja de forma mais simples possível. Esse é um passo muito grande a ser dado, mas muitas delas ainda não compreendem a necessidade de ter um profissional para fazer essa gestão.

Não só de informação, conteúdo, mas as empresas, de forma geral, não possuem nenhum profissional de marketing, comunicação, que tenha conhecimento sob gestão de crise, muito menos valorizam a importância de haver um profissional dessa área. A gestão de crise é um tema muito desfalcado, muito mal trabalhado dentro das empresas. O que é uma pena, porque temos cada vez mais e mais exemplos mostrando o quanto é importante.

 

23 mar

Bate-papo: Como as redes sociais modificaram a comunicação?

As redes sociais modificam a cada dia a forma como nos relacionamos uns com os outros e, principalmente, reestruturaram o modo como nos comunicamos. Qual é a importância de entendê-las e, mais do que isso, utilizá-las da forma correta, produzindo conteúdo de qualidade para um público-alvo específico? Nós conversamos com Cyntia Andretta, professora da faculdade de jornalismo da PUC-Campinas e expert nesse universo online sobre o assunto. Confira:

Cyntia AndrettaQual é a importância das mídias sociais no relacionamento com o público?

As mídias sociais estão inseridas no cotidiano das pessoas e a partir de pesquisas é possível observar seus crescimentos. Então, relacionar-se com esse público é, também, conseguir identificar estratégias que chamem a atenção do seu público especificamente, além de entendê-lo e conquistá-lo com conteúdo relevante.

A melhor estratégia para uma comunicação eficiente é estar em todas as redes sociais?

Não acredito nisso. Acho que se você não faz bem feito é pior estar em todos os lugares. As redes sociais possuem objetivos e funções específicas, é preciso pensar nisso e onde seu público mais está presente. Este ano vimos o aumento da rede social Pinterest, por exemplo. Talvez já tenhamos um público expressivo consumindo os “pins”, por isso é preciso estar atento aos cenários.

Como identificar quais são as redes que renderão melhores resultados?

Acredito que um dos caminhos seja mapear o seu público e acompanhá-lo nas redes sociais. Eu gosto muito de saber os resultados de pesquisas. Por exemplo, a Pesquisa Brasileira de Mídia, ou outras como We Are Social e Hi-Mídia apontam caminhos e tendências, mas nada melhor do que monitorar o público específico e seu comportamento on e offline.

Como criar conteúdos relevantes para o público?

É preciso conhecer o que o público conhece para ir além e oferecer algo tão relevante quanto esteticamente agradável.

A necessidade da presença das empresas no ambiente digital tem ganhado força. Qual é a importância de ter um profissional que não somente entenda como estude a área nessa gestão?

Como é bastante estratégico, não cabe somente ao estagiário subir qualquer post nas redes sociais da empresa, é preciso acompanhar as métricas, fazer monitoramento, entender esses números, gerar leads, fazer pesquisas, identificar conteúdos relevantes, saber a forma de se contar essas histórias (estudo muito storytelling para isso) e ainda ser bom de produção visual… ou é preciso uma pessoa multidisciplinar ou uma equipe multifuncional.

21 fev

Comunicação Interna – Fator de Sucesso

comunicação interna

Hoje muito se fala em cultura, engajamento, feedback, sentimento de pertencimento e a importância desses fatores para qualquer negócio. Que a empresa precisa de uma política clara de comunicação e o envolvimento dos altos executivos, sim, é fato, mas na prática percebemos que não é bem assim.

A implantação de novo processo e ou projeto, ou mesmo sua sustentação deve levar em conta a comunicação. Ela deve ser incluída como uma etapa do planejamento e não depois, quando as ações já foram definidas. É muito comum as empresas definirem ou contratarem projetos e só depois pensar em como será a comunicação e ou divulgação. Pior ainda quando simplesmente se esquecem do público interno, que fica sabendo do lançamento de um produto ou serviço por um cliente ou pela mídia.

O sentimento de “marido traído” pode contaminar toda a equipe, fazendo com que o engajamento não aconteça, além de demonstrar que a empresa é desorganizada e não se preocupa com as pessoas. E os seus clientes podem começar a questionar-se – Se eles não se comunicam internamente, como é que cuidarão do meu negócio?

Funcionário engajado é funcionário informado e participe do processo como um todo. Erros e retrabalho podem ser evitados quando envolvemos quem está diretamente ligado à execução. Eles têm visões diferentes sobre um determinado tema. O contato com os clientes e o dia a dia, geram uma considerável gama de informações, que muitas vezes não estão nos relatórios, e que não podem ser desprezadas.

Prova disso são os inúmeros programas de melhorias, que resultam em aprimoramento de processos e aumento de lucratividade para as empresas. Soluções simples podem resolver grandes problemas a partir do estimulo e as ferramentas adequadas de comunicação.

Na próxima postagem traremos um case que exemplifica como uma comunicação interna focada e planejada pode levar a grandes resultados.

09 fev

Conheça 13 soluções para melhorar a comunicação

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A informação mal transmitida e mal digerida causa conflitos nas equipes, o que, além de improdutivo, é desgastante para todos os envolvidos. Veja como aprimorar sua capacidade de se fazer entender no trabalho.

      1. Tenha uma meta

Antes de começar uma conversa, pense no resultado. Ter foco no objetivo final faz com que a discussão tenha foco e rapidez. Quando começar a falar, diga a seu ouvinte o que você pretende. “Revele, em uma ou duas frases, o que será tratado”, diz Reinaldo Polito, professor de expressão verbal do Instituto Reinaldo Polito, de São Paulo.

      2. Inclua seu interlocutor

Um bom jeito de ser ouvido com atenção é mostrar a seu interlocutor que ele faz parte da solução. Isso ajuda a pessoa a se comprometer. Para incluir o outro na conversa, use o pronome “nós”, que deixa claro que há algo a ser compartilhado. “Use o ‘você’ somente para elogiar”, diz Vera Martins, da Assertiva, consultoria de São Paulo.

    3. Mantenha o respeito

Ao conversar sobre algum assunto mais delicado, demonstre respeito. Olhe nos olhos de seu interlocutor e leve os argumentos dele em consideração. “Fale com a pessoa, não para a pessoa”, diz Reinaldo Passadori, do Instituto Passadori, especializado em educação corporativa, de São Paulo.

Demonstre que a conversa não é unilateral e que você também está aberto a ouvir. Tome cuidado para manter a firmeza, mas evite a agressividade.

       4. Pergunte mais

Procure compreender a perspectiva da outra pessoa, fazendo perguntas para esclarecer o assunto. Repetir as palavras do interlocutor ajuda a conferir se você interpretou o que foi dito corretamente.

Para direcionar a conversa, formule questões objetivas quando tiver dúvidas, do tipo: “Quando isso aconteceu?”. Se o assunto precisar de esclarecimentos, use perguntas amplas, como: “Por que você chegou a essa conclusão?”.

       5. Escute de verdade

Quando uma pessoa fala, nem sempre os outros escutam. Prestar atenção é uma qualidade importante do comunicador. Uma maneira de evitar devaneios durante uma conversa é olhar para a pessoa e não interrompê-la.

Evite planejar mentalmente uma resposta enquanto o outro ainda estiver falando — isso também distrai. Ouvir atentamente não significa virar estátua. Dê sinais de que está prestando atenção. “Acene com a cabeça e use expressões de acompanhamento, como ‘sim’ e ‘entendi’”, diz Reinaldo Polito.

       6. Fique atento ao tom

Nada pior do que ouvir pedido de desculpas ou elogio que soa falso. A maneira como as pessoas interpretam o que é dito não depende apenas do conteúdo,­ mas também da forma como se fala. Lembre-se que o tom da voz e a postura corporal transmitem mensagens. “Evite o sarcasmo e a ironia”, diz Reinaldo Passadori. Fale com naturalidade.

       7. Cuidado com a linguagem corporal

Seu corpo fala tanto quanto sua voz — e há muito mais tempo. A linguagem corporal foi desenvolvida pelos homens antes da linguagem falada. O cérebro é preparado para detectá-la e compreendê-la. Durante uma conversa, cuide da postura e de sua fisionomia. “Verifique se há coerência entre o que você diz e o modo como seu corpo se comporta”, diz Reinaldo Polito.

      8. Faça críticas objetivas

Se for criticar, coloque o foco no comportamento inadequado, e não na pessoa. É difícil mudar uma personalidade, mas é possível ajudar alguém a ter uma atitude mais adequada com sugestões objetivas e impessoais.

     9. Argumente com exemplos

Evite ser impreciso ou generalizar demais. Em vez de dizer que a pessoa se atrasa, aponte casos específicos que provem seu argumento, como lembrar que ela chegou tarde nos quatro últimos dias. No caso de uma reunião, tente usar exemplos e histórias para reforçar sua argumentação e ajudar os participantes a fixar melhor a pauta.

       10. Use “e” em vez de “mas”

Se quiser fazer um elogio, evite construções do tipo “Adorei a ideia, mas será que podemos adaptá-la?”. Quando se fala “mas”, o interlocutor desconsidera o elogio e fixa a atenção na crítica.

O melhor é construir frases unidas pela conjunção “e”. “Adorei a ideia e acho que uma abordagem diferente seria mais eficaz”, por exemplo. Esse artifício faz com que a outra pessoa ouça seu ponto com mais tranquilidade.

       11. Não fique na defensiva

Vários problemas de comunicação poderiam ser evitados se os profissionais não ficassem na defensiva. Adote uma postura assertiva. Faça perguntas para explorar as diferenças de pontos de vista. “À medida que as defesas diminuem, a capacidade de compreender argumentos aumenta”, diz Vera Martins, da consultoria Assertiva.

      12. Saiba ficar em silêncio

Ficar calado pode ser muito útil. O silêncio permite a quem escuta ganhar tempo para processar o que foi dito e a organizar os pensamentos antes de uma resposta apressada. “Ficar em silêncio não significa entrar mudo e sair calado, mas suspender a fala por alguns momentos para proporcionar reflexão”, diz Reinaldo Polito.

      13. Pratique a empatia

A diversidade de pontos de vista é enorme porque todo mundo tem os próprios valores e influências que moldam o jeito de enxergar o mundo. Por isso, a melhor maneira de se fazer entender é tentar se colocar no lugar do outro para imaginar como determinada informação será encarada. “Pense em como gostaria de ser tratado se estivesse no lugar do outro”, diz Reinaldo Polito.

Fonte: Exame

Link: http://exame.abril.com.br/carreira/13-solucoes-para-melhorar-a-comunicacao/