28 set

EBMS realiza pré-lançamento de e-bikes na Brasil Cycle Fair

A Empresa Brasileira de Mobilidade Sustentável (EBMS) pré-lançou as e-bikes da marca Pedalla, na feira consolidada como referência no mercado brasileiro de bicicletas Brasil Cycle Fair, que aconteceu dos dias 22 a 24 de setembro.

As bicicletas elétricas trazem tecnologia inovadora com pedal assistido, que permite ao ciclista acionar o sistema a partir da primeira pedalada. Os novos produtos puderam ser testados durante a feira. A Thema RP e Imprensa foi responsável pela organização dos estandes interno e externo, que receberam os visitantes para conhecer a nova marca.

Confira:

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18 set

Share RH completa 2 anos e realiza Share Talks especial

Na última quinta-feira, 14 de setembro, a 19ª edição do Share Talks comemorou os 2 anos da empresa de recrutamento e seleção Share RH, cliente e parceira da Thema. O evento aconteceu no teatro da Livraria Cultura do Shopping Iguatemi Campinas.

Com dois painéis de debate, jovens talentos e executivos experientes foram convidados para exporem suas ideias, perspectivas de futuro, desafios e conhecimento.

Guilherme Silva Mario, Lucas Pires e Diogo Sersante palestraram, Antonio Donizeti de Carvalho, Adriana Santos e Gabriela Gazola complementaram o debate com suas bagagens, seguidos da palestra de agradecimento do sócio-gestor da Share RH Luiz Eduardo Drouet.

No encerramento foram entregues canecas para todos que fazem parte da história da empresa e, como não poderia faltar, os sócios brindaram e cortaram o bolo de aniversário .

Confira as fotos da comemoração.

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24 ago

Comunicação diferentona: a informação sob novos olhares

Sempre existiram diferentes formas de fazer jornalismo. Hoje em dia, cada vez mais está sendo buscado se aproximar ao máximo do público e comunicar de forma direta e informal. Além dos veículos tradicionais, que já procuram usar um pouco mais da informalidade, existem alguns portais que por essência fogem do tradicionalismo e comunicam de uma forma jamais imaginada anteriormente. Confira o nosso top 4:

Buzzfeed: Um dos grandes responsáveis por popularizar as listas e testes, é mais voltado para o entretenimento e busca comunicar de forma mais despojada.

Hypeness: Utilizando uma linguagem mais jovem e próxima do público de redes sociais, esse portal busca pautas que dificilmente estariam nas páginas da grande mídia. São abordados e discutidos temas considerados tabus e geram um grande impacto no leitor.

Brasil Post:  Braço nacional do gigante “Huff Post”, a versão tupiniquim busca quebrar o padrão de folha de notícias, geralmente com as mesmas pautas dos jornais. O “Brasil Post” se permite ir na contra mão da abordagem tradicional ao dar a mesma informação de uma forma diferente.

Vice: Provavelmente o mais polêmico da nossa lista. A proposta desse veículo é expressar a realidade nua e crua, exatamente como ela é. O Vice aborda assuntos que dificilmente outros portais se propõem. Além das pautas extremamente características do Vice, o modo de expor as informações é próprio. Iniciou como uma revista e hoje é um portal que se popularizou pelas grandes reportagens e documentários, que dispensam a necessidade de alguém pra contar a história, ou seja, um jornalista como ponte. Um exemplo disso é o documentário exclusivo sobre o Estado Islâmico.  Basicamente, a ideia do Vice é essa: Ir onde poucos vão e contar histórias que poucos estão dispostos a ouvir. Confira o trailer da produção:

 

17 ago

A geração que não assiste mais TV e corre atrás dos ‘youtubers’

Percentual de brasileiros que vê vídeos na Internet já supera os assíduos da TV a cabo

Duas das três personalidades mais influentes do Brasil são ‘youtubers’, diz pesquisa

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A ‘youtuber’ Nah Cardoso em evento no Rio. DIVULGAÇÃO

São 21 horas de uma terça-feira no Rio de Janeiro e Mateus Sales, um garoto loiro e meigo de 13 anos, aguarda com pulinhos de impaciência para tirar uma foto com algum de seus ídolos. O pequeno está tão emocionado que nem atende sua mãe no telefone e minimiza as mais de sete horas de plantão que leva à frente de um galpão na zona portuária da cidade. Os ídolos que Mateus e mais seis amigos esperam não são futebolistas, nem apresentadores de televisão, nem cantores. Tampouco atores.

Estamos às portas de um evento do YouTube cujas estrelas são Júlio Coccielo, Luba ou Whindersson Nunes, youtuberscom milhões de seguidores na rede, que se tornaram os pop-stars de uma geração que não assiste mais TV. Mateus e seus amigos não sabem o que é almoçar com a trilha do Jornal Hoje nem vão dormir após o fim da novela das 21h. “Se eu assisto a TV? TV normal? Como assim?”, questiona o garoto. “Bom, só se houver jogo”. “A experiência de ver televisão não é mais familiar, é individual. Foi uma mudança comportamental das novas gerações”, afirma a diretora do YouTube no Brasil, Fernanda Cerávolo.

Os novos hábitos dos mais jovens, as chamadas geração Z e os millennials, começam a aparecer nas pesquisas. Embora a TV aberta continue sendo campeã de audiência no Brasil, o tempo que o brasileiro passa assistindo a vídeos na Internet vem crescendo em maiores proporções, segundo um estudo de 2016 apresentado pelo YouTube em parceria com o site Meio&Mensagem e a consultoria Provokers. “Os brasileiros são consumidores compulsivos de conteúdo em vídeo”, diz Cerávolo.

Os números da enquete revelam inclusive que o conteúdo da Internet já é mais procurado que o da televisão a cabo: enquanto 82 milhões de brasileiros, 42% da população, têm costume de assistir a vídeos na rede, os que assistem a TV por assinatura representam 37%. A pesquisa, que ouviu 1.500 pessoas entre 14 e 55 anos, das classes A, B e C, revela também que entre os adolescentes a televisão recebe cada vez menos atenção: 89% declarou estar conectado enquanto está diante da tela tradicional.

Mais próxima dos ídolos aos que Mateus mal consegue ver está Larissa Mariana, de 21 anos. A gritaria durante o show de Wesley Safadão, outra mina de ouro para o YouTube, faz impossível ouvir qualquer coisa a não ser na área externa do galpão. “TV? O que é isso? Só ligo se alguém falar que está acontecendo algo importante, fora isso pega poeira”, diz a jovem.

Larissa dedica boa parte do dia a assistir vídeos sobre jogos, humor e ativismo LGBT. Questionada pela última publicação de um dos seus youtubers favoritos ela gargalha. No sketch, o jovem parodia o desespero de estar na casa do namorado ou namorada, ter diarreia, e não encontrar nem papel higiênico nem chuveirinho no banheiro. “Eu sei que é coisa de doido, mas é engraçado. São pessoas normais que falam de situações comuns”. Além de humor, Larissa encontra acolhida na comunidade virtual. “Eu me identifico muito com esse pessoal. Também há discursos sobre violência e fala-se de momentos difíceis. Me dá a sensação de não estar sozinha, de que, se eu precisar, vou ser ouvida”.

Os mais influentes do Brasil

Boa parte dessas “pessoas normais” parodiando o cotidiano têm produtores, assessores de imprensa e até mais de 20 milhões de seguidores nos seus canais. Vivem disso. São estrelas. Whindersson Nunes, que a pesar de se encontrar na mesma sala da reportagem se recusou a dar entrevista, conta com mais de 22 milhões de pessoas seguindo seus vídeos de humor. Ele, de regata, tênis e bermuda esportiva como pronto para uma aula de educação física, é, conforme a pesquisa do YouTube, a segunda personalidade mais influente para os jovens brasileiros. Na frente apenas Luciano Hulk. Os youtubers como Nunes estão desbancando míticos apresentadores de televisão e atores como celebridades nas quais se espelhar. Nessa lista das dez personalidades mais bem colocadas, na qual aparecem Danilo Gentili, Taís Araujo, Lázaro Ramos e Tatá Werneck, metade são youtubers. Neles, os entrevistados veem autenticidade, originalidade, senso de humor e inteligência.

Os jovens fãs desses vloggers, além de ser uma audiência massiva, são incansáveis. Capazes de aguardar horas num shopping por algo tão vintage como um autógrafo, também averiguam os endereços de hotel onde ficam seus ídolos e os perseguem por apenas uma foto. Lucas Rossi, conhecido como Luba –4,6 milhões de assinantes e o sexto na lista de mais influentes–, já teve seu prédio invadido. “Seria bom fazer a mesma coisa, não sendo tão famoso”, lamenta ele, youtuber profissional desde 2014 e um dos mais queridos por intercalar discursos de tolerância e autoestima entre suas palhaçadas.

Luba, que coleciona momentos hilários com a mãe, acredita que a chave do sucesso é a proximidade com a audiência. “Diferentemente de artistas, atores ou cantores, a gente está muito próximo de quem nos vê. Fazemos vídeo do quarto, da sala… A relação é mais pessoal e nos veem como amigos”. Ele, com 27 anos, se considera, no entanto, dessa geração que assistia ao JH na hora do almoço e fica surpreso diante mudanças tão rápidas. “O filho de sete anos de uma amiga estava assistindo TV em casa porque tinha caído a Internet. Ele não gostou do desenho animado e pediu para trocar. Mas quando a mãe lhe explicou que não dava, que tinha que aguardar até o episódio terminar, a criança ficou confusa”, relata. “Como você explica hoje para um menino de sete anos que você não pode pausar, pular ou escolher outro episódio? Eles não entendem!”.

Filtro e conteúdos inadequados

A mudança de hábitos das novas gerações também têm atraído anunciantes a plataformas digitais fazendo de Facebook e Google, dona do YouTube, colossos que, praticamente, têm o monopólio do que fazem. As marcas veem neles uma via rápida para se dirigir diretamente ao seu público alvo. Este ano, de fato, o valor gasto globalmente em publicidade na Internet prevê superar a publicidade televisiva pela primeira vez, segundo cálculos da agência de mídia Zenith, recolhidos pela revista britânica The Economist.

Mas esse potencial escancara também uma fraqueza: a falta de controle e filtro dos conteúdos. Um desafio que não só incomoda aos usuários, mas também aos anunciantes. Segundo a revista, um bom número de marcas, incluindo Coca-Cola, Walmart e General Motors, anunciaram planos para suspender seus investimentos em publicidade no YouTube porque os anúncios apareciam em conteúdos ofensivos, como vídeos de grupos jihadistas ou neonazistas. As perdas da Google, com essa crise, poderiam chegar a um bilhão de dólares em 2017, ou cerca de 1% da sua receita bruta em publicidade, segundo The Economist.

No YouTube reconhecem que o controle do que é publicado é um “desafio”, mas que a crise com seus anunciantes já foi resolvida. A companhia criou recentemente filtros mais rígidos para barrar conteúdo com discursos de ódio e terror, mas afirma que depende da própria comunidade de usuários para se autorregular. “O YouTube é uma plataforma muito democrática e a linha entre o que é censura e liberdade é muito tênue”, explica a diretora Cerávolo. “Temos que ter cuidado com isso, porque o que vemos no YouTube é um reflexo do que acontece na sociedade”.

 

Fonte: El País

11 ago

18º Share Talks recebe coaches de alta performance

Na última quarta-feira, dia 9 de agosto, a Livraria Cultura do Shopping Iguatemi Campinas recebeu a 18ª edição do Share Talks, promovida pela Share RH em parceria com a Thema RP e Imprensa.

O evento contou com as presenças dos coaches Mariana Salomão, Dalila Sousa e Rodrigo Fagundes, que palestraram e deram dicas sobre desempenhar seu máximo no ambiente de trabalho.

O público, que lotou o teatro, pode aprender mais sobre o conceito de alta performance e como se manter empregado no cenário de crise. Ainda houve espaço para sorteios de brindes.

Confira algumas fotos!

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10 ago

Bate-papo: publicidade e as histórias que vendem

Continuando no assunto storytelling, aqui abordado em diversas áreas, conversamos com o publicitário Tadeu Brettas. Ele explica como essa ferramenta é utilizada na publicidade e como uma marca obtém sucesso contando uma história. Confira a entrevista completa:

 

Para quem deseja dominar o assunto, Tadeu Brettas indica a leitura de “Storytelling e suas aplicações no mundo dos negócios”, de Max Franco e “O poder do mito”, de Joseph Campbell. A título de curiosidade, o publicitário diz ser relevante tomar conhecimento dos cases de “Sucos do bem” e “Diletto”, que se envolveram em polêmicas recentemente. A marca de picolés foi acusada de criar um storytelling falso, conhecê-lo pode ajudar a entender a técnica e como não deve ser realizada. Para assistir, no Youtube está disponível o vídeo da história de Johnnie Walker, que Tadeu também julga ser interessante.

 

Leia também: Storytelling como ferramenta no jornalismo

18 jul

Inauguração da academia do condomínio Acqua Galleria tem grandes presenças

No último sábado, 15 de julho, o Acqua Galleria Condomínio e Resort, empreendimento de alto padrão da construtora Patrimar, promoveu a inauguração de sua academia em parceria com a Cia Athletica. O evento, que aconteceu das 8h às 16h contou com diversas atividades, como musculação, spinning, hidroginástica, yoga e aulas para crianças, além de um espaço de relaxamento e bem-estar com massagens para os visitantes.

O tenista Ricardo Mello, que já teve seu nome no topo do ranking da ATP (Associação de Tenistas Profissionais), considerado o melhor do país, esteve presente para uma partida demonstração. A gastronomia ficou a cargo do restaurante Outback e a tarde de evento foi embalada pelo som do grupo de pagode “Samba de Responsa”.

 Para Larissa Castro, gerente de marketing da empresa Patrimar, a inauguração da academia reforça a comodidade e conforto oferecidos pelo condomínio: “O Acqua Galleria foi planejado em todos os detalhes, tentando fazer com que o morador consiga resolver várias das atividades rotineiras. O condômino não vai precisar sair de casa para praticar atividade física ou levar seus filhos para alguma aula. Com a excelente estrutura que construímos e com o serviço da Cia Atlética ele vai poder ter tudo isso dentro de casa.”, explica.

Confira algumas fotos.

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13 jul

Bate-papo: Storytelling como ferramenta no jornalismo

Há pouco tempo se descobriu a força do storytelling, apesar dele existir em nosso convívio desde que nascemos. A contação de histórias ultrapassou o limite do cinema e dos livros infantis e, desde então, essa técnica passou a ser usada como ferramenta de trabalho nas áreas de comunicação. É uma forma apelativa, que utiliza da emoção para persuadir o público alvo e chamar atenção, seja no jornalismo, podendo ser chamado de jornalismo literário, ou na publicidade. Fabiano Ormaneze, professor da faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas desde 2008, na área de narrativa, discurso e semiótica, é o entrevistado para contar mais sobre como o storytelling pode ser trabalhado nessa área. Ormaneze é autor, entre outros, do livro “Do jornalismo literário ao cientifico: biografia, discurso e representação”, da Editora Pontes, Mestrado pelo Laboratório de Assuntos Avançados em Jornalismo (LabJor), da Unicamp, e está Doutorando em Linguística pela mesma instituição.

Fabiano OrmanezeA contação de histórias como forma de ensinar algo sempre existiu. De um tempo para cá, porém, a comunicação – jornalismo, publicidade, marketing – parece ter “descoberto” essa ferramenta. Por que, na sua opinião, o storytelling ganhou tanto corpo nos últimos anos?

O campo das comunicações passa por uma busca de novas identidades e formas narrativas, para dar conta dos desafios contemporâneos. Há um notável crescimento de pesquisas e de bons resultados no mercado de comunicação que comprovam a eficácia do storytelling para divulgar seus produtos. O crescimento desses casos de sucesso, o aumento do número de pessoas que estudam a questão e, sobretudo, o fato de o storytelling estar na nossa história de vida desde a infância, fazem com que a prática se mantenha e ganhe novos adeptos. O storytelling possibilita ainda que você consiga promover uma experiência aliada à informação que está recebendo. Essa experiência diz respeito à identificação com a história, as sensações e sentimentos que ela transmite, a possibilidade de produzir sentidos.

De que maneira contar uma história de forma mais humanizada e próxima é benéfica para o jornalismo?

Uma história humanizada promove identificação nas pessoas que compartilham dos mesmos valores, que estão na mesma formação discursiva. Dessa forma, quem lê/acompanha a história vê-se representado de algum modo nos personagens. Além disso, a história de vida serve para trazer assuntos áridos para mais perto do espectador. Isso facilita, inclusive, a compreensão. Um bom exemplo são assuntos relacionados à economia, que, em geral, parecem distantes da maioria das pessoas, mas conseguem ser próximos se vierem explicitados a partir do impacto no cotidiano.

Nós temos visto que o jornalismo tem se transformado. Na TV, repórteres usam barba, apresentadores exibem tatuagens e abandonaram o tom solene e até mesmo sisudo da notícia. No impresso, o texto ganhou leveza e o lead perdeu força para narizes de cera que colocam o leitor no centro da história. Esse é um caminho sem volta?

Eu discordo que o lead tenha perdido força para o nariz-de-cera, que diz respeito a um jornalismo ultrapassado. O impresso perde espaço no formato tradicional, mas temos os jornais de distribuição gratuita, em diversos países, que conseguem uma boa quantidade de leitores e uma receita publicitária alta. O jornalismo de TV está cada vez mais popular e isso, de modo geral, é uma das razões pelas quais se tem esse tom mais natural, menos formal, mas também, a meu ver, empobrecido em termos de conteúdo. Não podemos dissociar o jornalismo do nível educacional. A diminuição do interesse, a busca por informações mais populares e a redução no número de leitores têm a ver muito com a baixa escolaridade e o nível deficitário de educação que temos no Brasil. Há países europeus, por exemplo, em que jornais impressos tiveram aumento em suas tiragens nos últimos anos, mas eles têm como diferencial um sistema educacional muito eficaz. O jornalismo sempre passará por alterações. O formato que chamamos hoje de clássico, num tom mais formal, também já é uma alteração em relação ao jornalismo que se praticava, por exemplo, no final do século 19. O jornalismo faz parte da história e, como tal, estará sempre sujeito às condições de produção e à ideologia.

O jornalismo, por meio do storytelling, está se tornando mais “participativo” do mundo do que meramente um observador imparcial?

O jornalismo está se transformando em mais participativo por uma série de questões, inclusive, em função das inovações tecnológicas e das plataformas utilizadas, que possibilitam a interatividade. O storytelling é apenas mais um dos recursos que possibilitam a participação, principalmente, porque uma história pode ser o tempo todo complementada com outras informações, que transformam o leitor naquilo que chamamos de prosumidor, um termo que tem origem no inglês “prosumer”, e que define esse leitor que, ao mesmo tempo que consome, produz informações. Isso também pode ser perceptível por meio de compartilhamentos em redes sociais digitais, em narrativas que diariamente cada usuário da web produz sobre si mesmo e sobre os outros. Somos todos contadores de histórias, o tempo todo.